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Identidade do Ecuador: Conversa entre parceiros

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    IDENTIDADE DO EDUCADOR: CONVERSA ENTRE PARCEIROS

    JACIARA MIRANDA DO NASCIMENTO

    Licenciada em Ciências - Habilitação Biologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Estado da Bahia (UNEB) - Campus XI. Pós graduada em Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão em Educação, pelo Departamento de Educação Campus I da UNEB.

    Professora de Biologia no ensino médio, curso de formação geral, do Colégio Estadual Rubem Nogueira, em Serrinha, Bahia, Brasil.

    Trato da identidade do professor de Ciências Físicas e Biológicas, enquanto educador, parceria e valores que vivencia em sua prática.

    A formação e atuação do educador se encontra em crise diante dos diversos e novos parâmetros teóricos, metodológicos, culturais, tecnológicos e diante da diversidade de informações que ora vivenciamos.

    Atuo dentro da escassez de funcionários nas escolas públicas de nossa cidade, da falta de uma política séria para a educação e dentro de uma carência de vivência democrática, reflexo de mais de 20 anos de ditadura, que faz da prática diária dos indivíduos uma pendência entre o paternalismo e a subserviência. Acredito na identidade como valores através dos quais estamos no mundo, percebemos e transformamos a realidade, desde que estes valores e esta identidade nos permitam.

    Busco as características e identidade dos educadores da área de Ciências Físicas e Biológicas (Ciências de 5ª a 8ª, série) e professores de Biologia. Instigo uma conversa sobre um aspecto do processo complexo que vivemos e atuamos como profissionais em educação. Proponho um encontro destas identidades.

    Leciono no Colégio Estadual Rubem Nogueira desde 1994, quando foi implantado aí o Curso de Formação Geral que tem o fim ideal de formar os jovens cidadãos nos conhecimentos gerais não apenas no aspecto técnico das matérias, mas, principalmente a formação de valores pertinentes ao legado da democracia, autonomia e cidadania solidária. Tais valores permitirão a esses estudantes, e a nós professores, a busca da transformação da realidade pelo bem social.

    Sou participante observadora. Acredito nas entrevista abertas como caminho pertinente para a realização do diálogo entre parceiros na operacionalização da pesquisa de estudo de caso.

    A princípio refletiremos as idéias fundamentadoras da ação humana no mundo e a influência desses paradigmas no processo de identificação do educador.

    Sinto falta, e desejo, o encontro e construção participativos de fato no Colégio Estadual Rubem Nogueira, onde sou professora de Biologia no Curso de Formação Geral, ensino médio. Quero buscar este começo junto aos docentes de Ciências da Natureza, também Ciências Humanas no sentido de ciência construída pela humanidade.

    Objetivo situar e qualificar o processo educativo do Colégio Estadual Rubem Nogueira buscando as características e identidade dos educadores da área de Ciências Físicas e Biológicas. Para tal foram aplicadas entrevistas abertas e observações na operacionalização da pesquisa de estudo de caso.

    Analiso os dados coletados através das categorizações: trabalho docente, o processo coletivo; trabalho docente para a pesquisa; ciência, tecnologia e sociedade. Buscando fazer relações da identidade do educador de ciências, sua práxis e os enfoques acima que dão a estas reflexões inteireza e diversidade.

    Aqui se desenha o respeito pela ética da consciência ecológica e da consciência à diversidade cultural dos povos como reflexão primordial.

    Começo abordando a questão da legitimação da verdade que se dá pela práxis humana de plurais identidades. Pelo entendimento que fazemos da práxis: legítima ação humana através da qual o indivíduo projeta o seu desejo, age com base nesse desejo e, depois de passada a ação reflete-a comparando o que foi feito com o que foi desejado; estamos ciente de que todo homem é capaz disto realizar. Quem não projeta desejos e utopias, os tenta realizar, avaliando posteriormente o feito, comparando com o que sonhará? Isto é parte do nosso agir.

    A mulher e o homem não podem ser vistos como seres separados da cultura e do meio em que convivem. É este meio que dá a esse homem e mulher os valores e a identidade da consciência social que governa seus atos. O que acredito e como acredito faz parte de uma teia de relações culturais e sociais nas quais estou mergulhada e inserida como mulher, porque é essa cultura e sociedade que me fazem fêmea humana. A cultura é a qualidade chave que nos distingue das demais espécies vivas. A consciência social da fêmea indígena é rica de rituais, conhecimento mítico, de habilidades artesanais e conhecimento ecológico profundo fundamentado na experiência ancestral de como sobreviver nas florestas. A minha consciência de mulher do final do século XX, professora de formação e profissão, faz-me pessoa de pensamento lógico marcante e preponderante sobre o pensamento ritual, mítico, artesanal e ecológico, mas a consciência artística cênica é aflorada e intensa, quando emergida, por causa de minha vivência em teatro por 10 anos. E a consciência social de minha avó materna é de profundo respeito as tradições e convicções que lhe transmitiram seus pais; tudo que aprendeu na juventude, ou seja , todos os costumes e valores do início do século fazem parte fundamental em seu imaginário de mulher nordestina. Estas três consciências se referenciam em 3 paradigmas culturais distintos e diversos, coerentes e profundamente humanos. Reconhecer isto é trabalhar com as energias de emancipação dos sujeitos humanos.

    Assim, a concretização do vínculo com a natureza, através: do despertar de uma identidade ecológica transnacional, em nossa sala de aula, discutindo nossas semelhanças e diferenças; reconhecendo e compreendendo nossa diversidade cultural - onde convivem a cultura do índio, do branco, do negro; percebendo como cada povo, ou grupo humano, interfere nos meios ambientes, sociais e naturais; conhecendo as contribuições das diversas culturas da Terra, é imprescindível.

    Ao refletir a formação do educador em ciências, aspecto fundamentador de sua identidade, percebe-se que existe uma carência de interações entre ciência-tecnologia e sociedade, nos cursos de formação acadêmica docente existentes atualmente em diversos países (CARVALHO 1995: 69). As discussões no sentido do papel da ciência-tecnologia e sociedade são essenciais para dar uma imagem correta das ciências.

    O trabalho dos homens e mulheres de Ciências - como qualquer outra atividade humana - não tem lugar à margem da sociedade em que vivem. As circunstâncias do momento histórico e a ação efetiva do pesquisador têm influência decisiva sobre seu trabalho e sobre o meio físico e social em que este trabalho se insere.

    A preparação permanente do professor deverá se dar através da pesquisa permanente, porque somente a pesquisa mantém a constante inovação na formação dos docentes. A didática das ciências precisa romper com um grande obstáculo que é a ausência da metodologia da pesquisa nos currículos de formação docente. Esta reflexão é imprescindível para o processo identitário do professor de ciências, pois, traz a tona essa busca crítica, analítica do trabalho educativo, da postura do educador e da realização pessoal deste profissional.

    A metodologia da pesquisa que fundamenta este trabalho é o da metodologia qualitativa que dá uma nova consistência às pesquisas sócio-educacionais. A sociologia acredita nos "sentidos", nas "definições" e nas "ações" que indivíduos e grupos elaboram no processo de "interação simbólica" do dia-a-dia. O Interacionismo que teve embasamento na psicologia social, de orientação fenomenológica, contribuiu com resultados relevantes na compreensão e explicação da ação humana e da sociedade através de sociólogos americanos que vincularam as preocupações sociológicas aos condicionamentos da realidade histórica vivida pelo sociólogo/pesquisador, através da observação participante. (HAGUETTE, 1987: 58-87)

    Utilizamos um roteiro de entrevistas teve a seguinte conotação: profissão professor formação e identidade; sentidos e finalidades da vida e das ciências; o diálogo, os projetos (como anda a práxis? - Como define o trabalho docente?). Outros componentes fundamentais da entrevista considerados são: a situação da entrevista e o instrumento de captação dos dados. Foram entrevistadas três professoras de ciências do Rubem Nogueira em horário de intervalo de nossas aulas, com duração de 20 minutos mais ou menos, cada entrevista, e o instrumento de captação foi um gravador de som.

    Durante todo processo da pesquisa foi verificada a pertinência das questões selecionadas frente às características específicas da situação estudada.

    Ao analisar os dados das observações e entrevistas de campo senti necessidade de discutir as concepções expontâneas dos docentes por considerá-las aspectos muito fortes de suas identidades.

    Toda concepção expontânea vai sendo modificada a medida que a gente aprende. Levamos essas concepções para a escola e lá elas vão se transformando e assim vão sempre. As idéias fixas não devem fazer parte da postura do professor. Existem, entretanto, um conjunto de concepções que dão forma e corpo ao que somos, como pensamos e interagimos, tais concepções fazem parte de nossa identidade. Surgiram das nossas vivências no mundo e são o leme do nosso agir. Ninguém age sempre da mesma maneira, mas algo marcará de alguma forma os nossos atos, como a manifestação de uma impressão digital. Existe uma conduta, dada pelos valores e costumes de nossa sociedade, que merece ser continuamente repensada. Mais do que outro, nós, educadores, devemos nos preocupar com a verdade e com a coerência. Mudar é parte fundamental dessa reflexão. Quem não muda não está aprendendo, talvez porque não aceite a verdade nem a coerência. Bem, e a verdade e a coerência dependem muito dos argumentos, do poder de quem diz e da capacidade crítica de quem ouve. É preciso respeitar os valores, as culturas, os costumes, com moderação, sabendo ultrapassá-los processualmente. O conhecimento é construído com base na mudança e no respeito aos valores humanos, que jamais devem ser desrespeitados.

    Outro ponto principal destas reflexões e análises é o trabalho docente como processo coletivo. A escola não educa sozinha, uma sociedade é que gera seus cidadãos através dos valores culturais que lhes incute, porque a educação, o trabalho docente, é projeto coletivo. Para realizar este projeto carecemos desenvolver a autonomia, saber querer, saber para que realizar tal projeto, como realizá-lo? Buscando desenvolver nossas identidades, pelo diálogo, em todos os setores sociais que envolvem o processo educativo, onde os parceiros precisam se encontrar!

    "Para que haja essa troca, para que os professores dialoguem, conversem sobre o que viveu numa determinada classe (...) precisa haver afetividade, ela é fundamental para que haja um trabalho coletivo de diálogo." (entrevistada Z)

    As colocações de Gadotti fundamentam a compreensão que faço da parceria como noção e proposta:

    "Suponho que não existe condição de reconhecer a diferença se não se parte da aceitação da alteridade e da igualdade, porque para me conhecer necessito conhecer o outro como parceiro." (1992:19-20)

    No aspecto formação docente para pesquisa Carvalho (1995) deixa claro a carência do docente na formação como pesquisador, também o depoimento das professoras de ciências do CERN confirma esse quadro.

    A fala das colegas reforça as colocações de Carvalho, no livro Formação de Professores de Ciências (1995), com referência a existência de uma carência, nas graduações dos cursos de formação docente, da metodologia da pesquisa, fundamental para permitir a plena realização do ensino. A pesquisa geralmente considerada no cotidiano do CERN é a consulta bibliográfica. Ou seja, um equívoco provocado pela falta da formação do pesquisador. O fundamental da formação em pesquisa é a possibilidade da permanente formação docente.

    Ao refletir a categoria ciência, tecnologia e sociedade surge o respeito a ética ecológica e a diversidade cultural dos povos como pontos emergentes e também urgentes para nossas reflexões educativas, científicas e tecnológicas. Com respeito ao novo papel das Ciências, no mundo de hoje Capra nos sugere:

    "(...) mudar radicalmente os métodos e os valores subjacentes à nossa ciência e à nossa tecnologia. (...) defendo a mudança de uma atitude de dominação e controle da natureza, incluindo os seres humanos, para um comportamento cooperativo e de não-violência." (CAPRA, 1995:248)

    Precisamos conhecer o que realmente queremos enquanto educadores/formadores de cidadãos de identidade ecológica transnacional (SANTOS, 1996: 137-157). Ouvir os desejos, os afetos e os sonhos daqueles com quem lidamos: como pautam suas vidas, sob que valores? Qual o valor da ciência para os nossos educadores? As respostas a essas interrogações são fatores de vida ou morte para nosso futuro, que se faz em nossas ações cotidianas de hoje. É urgente à compreensão do que está a nossa volta, principalmente porque tudo tem mudado muito rápido.

    A práxis aqui versou e reforçou o diálogo com os diferentes, porque são parceiros, e a busca do reconhecimento, identificação e aceitação dessa parceria. Nós, professores/educadores de Ciências Físicas e Biológicas temos uma identificação estética e ao mesmo tempo dissecadora com relação a natureza. Nunca deveremos esquecer a postura ética com essa mesma natureza, conosco e com o outro, nosso parceiro. Antes de sermos professores somos cidadãos do mundo. O principal componente vivo da natureza é o próprio ser humano. Somos nós, você, eu e os outros, que precisamos respeitar e reconhecer às singularidades e diversidades das culturas humanas em nossa sala de aula, através da reflexão e o diálogo. Porque a sala de aula é o próprio mundo em nossas mãos com todas as suas nuanças científicas, tecnológicas e humanas. Ultrapassar os obstáculos à efetivação desta identificação e aceitar a parceria dialógica/reflexiva é querer ser feliz na profissão que abraçamos, é respeitar as diversas práxis humanas que borbulham em nosso dia-a-dia, é realização profissional, é querer, é poder, é transformar a realidade e realizar o sonho traçado na mente e no coração.

    Referência bibliográfica:

    CAPRA, Fritjof. O futuro da nova física. In: O tao da física. São Paulo: Cultrix, 1995: 240 - 253.

    CARVALHO, Anna M. Pessoa & GIL-PÉREZ, Daniel. Formação de professores de ciências: tendências e inovações.[tradução Sandra Valenzuela]. - 2. ed. - São Paulo: Cortez, 1995. - (Coleção questões de nossa época : v. 26).

    GADOTTI, M. Uma escola com muitas culturas. Educação e identidade, um desafio global. In : Revista da FAEEBA/UNEB, Ano 1, nº 01 (jan/jun, 1992. Salvador - UNEB, 1992).

    HAGUETTE, Teresa Ma. Frota. A observação participante. Metodologias qualitativas na sociologia. Petrópolis, RJ: Vozes, 1987: 58 - 87.

    SANTOS, Boaventura de Souza. Modernidade identidade e a cultura de fronteira. In: Pela mão de Alice. O social e o político na pós-modernidade. 3 ed. São Paulo: Cortez, 348p. 1996, p. 137-157.


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